A História do Baralho Cigano (Petit Lenormand)

Mademoiselle Marie Anne Adelaïde Lenormand ou Mlle. Lenormand, foi uma cartomante francesa, a grande Sibila do século XIX.

Alem de trabalhar com a cartomancia, era astróloga, quiromante, numeróloga e tinha muitos outros conhecimentos como geomancia, cabala, tarô, alquimia dominomancia, cafeomancia.

E também no estudo das flores e ervas como instrumento de mensagem oracular. Ela revolucionou o conhecimento da Cartomancia, na época, utilizando flores, ervas e talismãs junto com seu jogo de cartas.

Ficou famosa pelas previsões que fez às figuras ilustres da época, como Jean Paul Marat, Antoine Saint-Just, Maximilien Robespierre, Fouché, Barras, General Moreau, o cantor Garat, o pintor David, o príncipe Talleyrand.

Mlle. Lenormand, inteligente, ativa e idealista, dedicada aos estudos e a ajudar o próximo, sonhava com um mundo melhor, e a seu modo, como intelectual, acompanhava e analisava os movimentos sociais da época.

O mais antigo baralho anexado ao nome de Mlle. Lenormand é “La Sybille des Salons”, com 52 figuras, cada uma das quais mostra um personagem diferente. A mais antiga versão foi produzida a partir de 1828 destinada a cartomancia.

Houveram muitas modificações até que em 1870, foi reduzido para 36 cartas e publicado pela Grimaud sob o título Le Petit Cartomancièn. O conjunto com 36 cartas, ficou conhecido como Petit Lenormand.

Chegamos ao Petit Lenormand, o baralho de cartas sibillini (enigmáticas) mais famoso do mundo, e também o mais imitado.

Com a morte de Mme. Lenormand, muita desta sabedoria desapareceu com ela. Somente cinqüenta anos depois, alguns manuscritos de Lenormand foram recuperados e mais tarde divulgados.

O Baralho Petit Lenormand foi adaptado e difundido pelos ciganos. A necessidade de se ter um oráculo próprio veio da própria natureza dos ciganos, que só usavam o que era deles e recusavam tudo o que vinha dos Gadjés (não ciganos), pois não queriam ficar “presos” às idéias e símbolos que não pertenciam a sua cultura e cotidiano. Sendo assim, eles transformaram os desenhos, mudaram os significados do Tarô original e assim puderam trabalhar com um instrumento próprio.

Basicamente, só encontramos no Baralho Cigano, a vida ao ar livre, a natureza, rios, árvores, animais, que são sempre retratados por fazerem parte do dia-a-dia dos ciganos. Na maioria das cenas retratadas, percebemos a necessidade que esse povo tem de liberdade e da vida com constante contato com a natureza. Faz parte da tradição cigana a prática da adivinhação pelas mulheres, porém, elas possuiam dois tipos de cartas: uma para o uso restrito do grupo cigano, e outro que era usado para fazer adivinhação à comunidade.

Por isso as pessoas se referem ao Petit Lenormand como o Baralho Cigano.

(Fonte: http://www.kumpaniaromai.com.br/textos/baralhopetitlenormand.htm )

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